A saúde mental da população LGBT+ é atravessada por múltiplas violências sociais, simbólicas e institucionais que ultrapassam o campo individual e revelam o impacto direto das desigualdades produzidas pelo sistema capitalista. Pensar o cuidado, nesse contexto, exige escuta, presença e construção coletiva.

Foi com esse horizonte que aconteceu a Conversa na Praça, realizada no dia 27 de agosto de 2018, um espaço aberto de diálogo e acolhimento realizado na Praça do coruja no CCE da Universidade Federal do Piauí (UFPI). A atividade reuniu estudantes, militantes e profissionais para refletir sobre sofrimento psíquico, LGBTfobia, resistência e estratégias coletivas de cuidado em saúde mental.

A conversa contou com a participação de Brenda Marques, estudante de História (UFPI) e militante do Coletivo Afronte; Daniel Albano, estudante de Ciências Sociais (UFPI) e membro da ATRAMS – Associação de Trans Masculinos; Jack di Araújo, psicólogo e integrante da Liga LGBT da UESPI; e profa. Dra. Filadelfia Carvalho, psicóloga, psicologia social critica e psicanalista, que contribuiu com uma leitura e conversa crítica sobre os efeitos do adoecimento social na subjetividade das populações LGBT+.

Mais do que um debate, a Conversa na Praça reafirmou o espaço público como lugar de escuta, partilha e produção de cuidado, fortalecendo redes de apoio e resistência frente às violências cotidianas que atingem a população LGBT+. Falar de saúde mental, nesse sentido, é também um ato político de enfrentamento à LGBTfobia e de afirmação da vida.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *